
domingo, 14 de março de 2010
Paixão Da Mente

Paixão Do Corpo

Paixão Do Espírito
Canção para as minhas paixões.terça-feira, 2 de março de 2010
Raul!
É pena que você pense
Que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao seu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver
Eu perdi o meu medo
O meu medo, o meu medo da chuva
Pois a chuva voltando
Pra terra traz coisas do ar
Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar
Eu não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem aquilo
Que o padre falou
Porque quando eu jurei meu amor
Eu traí a mim mesmo, hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez...
Uma vez...
Eu perdi o meu medo
O meu medo, o meu medo da chuva
Pois a chuva voltando
Pra terra traz coisas do ar
Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que
Choram sozinhas no mesmo lugar
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
Seja livre
Vivendo numa estrada sem fim,sem ninguém mais para me frear ou servir de âncora.
nada de ladainhas e estereótipos irritantes,
apenas meu corpo, minha mente e meu espírito.
Espirito anseia, a mente planeja, e o corpo executa.
Ordem simples da nossa vida, a que deves provar.
Nossa mãe sempre nos diz para não falarmos com estranhos...
Que ultraje a renovação do cotidiano, pluralidade de conhecimentos.
Pois se assim seguir, não deverás olhar nem para o espelho.
Com sua vida sempre em risco, dias passam...
mas a vela póstuma continua acesa.
Sempre que paro pra pensar no mundo, reflito:
As pessoas conseguem me ver?Se conseguem, eu consigo vê-las?
Não há outra verdade absoluta, se não a certeza da morte e da mudança.
Ninguém é excessão, porém todos somos livres dos fados que carregam.
nas nossas noites loucuras.
Pois só é possível ser feliz,
tendo a alma de uma criança,
com inocência, e não nos preocupar com fados de além mundos.
A vida é agora...
Curemos a doença do mundo para felicidade,
curemos a sanidade, a verdadeira doença do mundo.
