domingo, 14 de março de 2010

Paixão Da Mente

Canção para as minhas paixões.
Por onde penso,
sigo, planejo.

Aprendo, raciocino,
anseio.
Anseio de saber,
compreensão.

Desejo de me interpretar,
discernir, me decompor.
Buscar nas especifidades do espírito,
um meio de me edificar, crescer.

Ansear, planejar e executar.
Ferramentas de que dispomos para viver.
Sentir, viver, tocar.

Ler, aprender, sorrir.
Labor da mente, não miscível
com os sentimentos.

Esses obstáculos criados
por nosso egoísmo, medo.
Tal combinação que nos cega
do nosso sentido maior.

Eu.Assim te procedes.
Mas esse Eu não pertence à você,
coagida sua mente está.
Assim já vive póstumo.

Saber, isso me deixa indiferente.
Saber, isso me deixa triste.
Pois quem são felizes,
são aqueles que pouco pensam, pouco vivem.

Saciedade, realização...só atingirei isso
quando criar algo, algo que me supere,
esse é o sentido da mente, planejar a criação, e assim se evolui, e assim deve
padecer.

Paixão Do Corpo

Canção para as minhas paixões.
Desejo animalesco.
Sofrimento e gozo,
Perigo e jogo.

Coreografia de odaliscas,
lascivas, esguias, intensas.
Orgulho e paixão.

Homem e mulher.
Opostos que incendeiam,
purgam-se quando juntos.
Destroem quando separados.

Angelical e bestial,
início e fim,
água e fogo.
Não vivem juntos,
mas não existem se separados.

Transcendência de sentidos,
calor e frio,
desejo e arrepio.
Aguçam-se,
arranhos, carícias,
tato...tato.

Mulheres, assim como à terra,
lhe devemos as tristezas,
alegrias, dores
amores.

Paixão Do Espírito

Canção para as minhas paixões.
Que de onde eu sofro,
é de onde eu vivo.

Vivacidade, sentir,
toque, suspiro,
arrepio.

Aquele que não sente,
não vive, vegeta.
Imóvel e imaculado,
santo.

Priva de seu espírito
o corpo.
Pálido, distante.
E assim quer viver,
viajar, escapulir.

Viver, sonhar - não.
viver, sentir - assim deve ser.
Superando todo dia a si mesmo.
E assim repousa,
feliz, em paz,
não saciado.

Desejo, anseio,
fulgor.
Razão, loucura,
amor.

Paixão da qual vivo,
e padeço.
Das virtudes que me orgulho,
as lustro, lapido.

E assim vivo.
Supero, tropeço,
desejo, me realizo,
amo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Raul!

É pena que você pense
Que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir

Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao seu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver

Eu perdi o meu medo
O meu medo, o meu medo da chuva
Pois a chuva voltando
Pra terra traz coisas do ar

Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar

Eu não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem aquilo
Que o padre falou

Porque quando eu jurei meu amor
Eu traí a mim mesmo, hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez...
Uma vez...

Eu perdi o meu medo
O meu medo, o meu medo da chuva
Pois a chuva voltando
Pra terra traz coisas do ar

Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que
Choram sozinhas no mesmo lugar